Como tudo na vida, o Twitter também precisaria ser usado com parcimônia e bom senso. Mas, claro, bom senso não é um artigo muito abundante na praça. Aliás, anda bastante escasso nos dias que correm. Nessa toada, segue o bombardeio de frases incompreensíveis e absurdos postados a esmo! É uma verdadeira saraivada de informações inúteis, diálogos "tronchos" e repetitivos. Piores ainda são os "retweets", quando o "twitteiro" não tem sequer condições de criar suas próprias besteiras, e se vale das "ideias" alheias - muitas vezes também já estapafúrdias na origem - para poluir a rede. Atenção: Por favor, não confundam "xaropices" com bom humor! Não sou nada contra as tiradas e sacadas bem-humoradas, até porque são provas incontestes de inteligência e perspicácia dos seus autores. Mas é lamentável que um meio de comunicação tão poderoso seja utilizado com tanta intensidade apenas para a propagação de "pensamentos vazios" e "informações" que não trazem nada de útil às pessoas em geral. Deveríamos, isso sim, lutar para que o Twitter fosse usado como instrumento de troca de ideias e informações dotadas de conteúdo útil, que servissem à conscientização e organização das pessoas em torno dos muitos temas relevantes em pauta hoje em dia. Tenho certeza, e vejo muitos casos em que pessoas utilizam essa ferramenta para discutir e falar sobre temas mais sérios. Contudo, essas discussões mais profícuas ficam relegadas ao segundo plano. Infelizmente, a grande maioria vê as ferramentas de interação virtual apenas como um canal para lançar ao mundo toda e qualquer bobagem que lhe passe pela cabeça. E o pior, se a pessoa que dispara a asneira na rede tem algum respaldo popular - é "artista" ou "celebridade instantânea" - aí sim é que obtém uma enormidade de respostas e comentários. Ou seja, a asneira é elevada à enésima potência, como se fosse algo importante e digno de atenção. Outro ponto espantoso é o número de seguidores que essas ditas celebridades alcançam no Twitter. Chovem puxa-sacos aos twitteiros renomados, ainda que postem apenas boçalidades, fofocas e coisas que não interessam efetivamente a ninguém. É tão comum nos depararmos com postagens que informam o horário em que a pessoa foi dormir. Ou então, aquilo que a pessoa comeu na hora do almoço. Ou ainda que passou horas no salão de beleza! Francamente, o mundo precisa de assuntos muito mais importantes sendo discutidos na rede do que a cor da cueca de qualquer zé-mané! quinta-feira, 29 de abril de 2010
Twittando asneiras
Como tudo na vida, o Twitter também precisaria ser usado com parcimônia e bom senso. Mas, claro, bom senso não é um artigo muito abundante na praça. Aliás, anda bastante escasso nos dias que correm. Nessa toada, segue o bombardeio de frases incompreensíveis e absurdos postados a esmo! É uma verdadeira saraivada de informações inúteis, diálogos "tronchos" e repetitivos. Piores ainda são os "retweets", quando o "twitteiro" não tem sequer condições de criar suas próprias besteiras, e se vale das "ideias" alheias - muitas vezes também já estapafúrdias na origem - para poluir a rede. Atenção: Por favor, não confundam "xaropices" com bom humor! Não sou nada contra as tiradas e sacadas bem-humoradas, até porque são provas incontestes de inteligência e perspicácia dos seus autores. Mas é lamentável que um meio de comunicação tão poderoso seja utilizado com tanta intensidade apenas para a propagação de "pensamentos vazios" e "informações" que não trazem nada de útil às pessoas em geral. Deveríamos, isso sim, lutar para que o Twitter fosse usado como instrumento de troca de ideias e informações dotadas de conteúdo útil, que servissem à conscientização e organização das pessoas em torno dos muitos temas relevantes em pauta hoje em dia. Tenho certeza, e vejo muitos casos em que pessoas utilizam essa ferramenta para discutir e falar sobre temas mais sérios. Contudo, essas discussões mais profícuas ficam relegadas ao segundo plano. Infelizmente, a grande maioria vê as ferramentas de interação virtual apenas como um canal para lançar ao mundo toda e qualquer bobagem que lhe passe pela cabeça. E o pior, se a pessoa que dispara a asneira na rede tem algum respaldo popular - é "artista" ou "celebridade instantânea" - aí sim é que obtém uma enormidade de respostas e comentários. Ou seja, a asneira é elevada à enésima potência, como se fosse algo importante e digno de atenção. Outro ponto espantoso é o número de seguidores que essas ditas celebridades alcançam no Twitter. Chovem puxa-sacos aos twitteiros renomados, ainda que postem apenas boçalidades, fofocas e coisas que não interessam efetivamente a ninguém. É tão comum nos depararmos com postagens que informam o horário em que a pessoa foi dormir. Ou então, aquilo que a pessoa comeu na hora do almoço. Ou ainda que passou horas no salão de beleza! Francamente, o mundo precisa de assuntos muito mais importantes sendo discutidos na rede do que a cor da cueca de qualquer zé-mané! quarta-feira, 7 de abril de 2010
Precisa-se de homens-bomba
Enquanto uma parte menor da humanidade perde seu tempo dando valor desmedido ao próprio ego e a muitas coisas absolutamente desimportantes e fúteis, outra parte, essa bem maior, perde seu tempo nas degradantes condições dos transportes coletivos, dos hospitais públicos e das burocráticas e preguiçosas repartições, que deveriam prestar serviços aos cidadãos. Perdem também seu tempo nas vagarosas filas dos bancos, que fazem questão de andar bem lentas e desrespeitosas para aqueles que pouco têm. Aos que muito têm, os bancos reservam atendimentos preferenciais, com nomes pomposos, afrancesados, americanizados. Mas isso é para poucos. Apenas personalidades merecem tratamentos diferenciados e atenciosos. Personalidades com cifras de muitos zeros à direita em suas contas e aplicações. Não, não é necessário que as personalidades a que me refiro sejam pessoas honestas, decentes, corretas. Nada disso, basta às personalidades ter o poderio econômico. Só isso. Caráter, decência, respeito, são coisas que não valem mais nada atualmente. Hoje, não é mais importante ser um homem de bem. Hoje, o que vale é ser um homem de bens. A inércia é imensa. A pasmaceira é enorme. As pessoas sofrem absurdos cotidianos completamente caladas. Não reclamam, não protestam. Não se organizam para reivindicar os direitos mais básicos. Atribuem seus dramas à vontade de Deus. Será que Deus trataria de maneira tão desigual os seus filhos? Estamos chafurdando no caos. Estamos enterrados na lama, como sabiamente já disse Chico Science. Uma das últimas e poucas cabeças pensantes que realmente disse e mostrou a que veio. Pena ter nos deixado tão precocemente. De um lado, esnobismos, ostentações e demonstrações de poder daqueles que só se preocupam com isso na vida. De outro lado, a total falta de traquejo para a vida em sociedade e para o senso de justiça de enorme camada da nossa população. Aceitando todas as desgraças e mazelas como se fizessem parte da normalidade e da paisagem. Aceitando bovinamente que alguns têm e nasceram para ter, enquanto outros nasceram para sofrer e para ser explorados. Como se fosse aceitável admitirmos que existem cidadãos de diferentes classes, de diferentes castas. Que só por um punhado de ouro, alguns possam se sobrepor aos outros, impondo a estes a sua vontade. Precisamos urgentemente de homens-bomba, que venham explodir com essas convenções tão arraigadas, que venham sacudir esse status quo tão viciado, que venham exigir a sua parcela de dignidade e respeito. Precisamos de homens-bomba pensantes, que questionem as unanimidades burras. Que ousem propor outros caminhos. Que ousem perguntar: Por que é que tem que ser necessariamente assim e não de outro jeito? Precisamos de homens-bomba que detonem os preconceitos dos bem-nascidos, arrebentem com a empáfia e a arrogância daqueles que se sentem, por qualquer motivo, mais merecedores de respeito e homenagens que os outros mortais. Precisamos urgentemente de homens-bomba que dinamitem todas as atrocidades cometidas pelos homens contra os próprios homens. Precisamos de homens-bomba que acendam o estopim da arrancada para uma nova forma de viver, mais fraterna, mais solidária, enfim, mais humana.
Obs.: Post inspirado no poema-protesto homônimo, de Sandra Lacerda, que teve a ideia de propor a ação de homens-bomba do bem contra toda a inércia atual da nossa sociedade. Em uma situação prática e cotidiana, numa estação de metrô lotada, ela viveu o desprazer de sentir na pele o descaso com que o povo é tratado. E, pior, constatar que nenhum dos presentes ao menos cogitava em protestar, questionar ou se perguntar por que aquela situação estava acontecendo.
sábado, 27 de março de 2010
Sobre cachorros e gente (O que é politicamente correto?)

quarta-feira, 24 de março de 2010
Reumanize-se
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Capital X Cidadania
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PS: Não conheço o autor desse grafite, mas terei o maior prazer de dar os créditos, caso receba essa informação.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Massification Society
Não sei se vocês perceberam, mas estamos vivendo num mundo em que as pessoas fazem quase tudo sempre igual e ao mesmo tempo.Como miquinhos amestrados, estamos sendo, todos, orquestrados por poderosos grupos econômicos, empresas, meios de comunicações e detentores das mais modernas tecnologias.
Apesar de nos acharmos tão livres, leves e soltos, estamos, isto sim, sendo o tempo todo compelidos a agirmos desta ou daquela maneira, a usarmos esta ou aquela grife, a comprarmos este ou aquele carro, a assistirmos este ou aquele filme, a ouvirmos esta ou aquela música...
Os comportamentos têm cada vez mais sido ditados pela televisão e pela internet. As poderosas redes televisivas dão a pauta de como a sociedade vai se comportar naquele período.
Pensem um pouco sobre o cronograma de vida e atividades que nos impõem durante o ano:
Em janeiro, ao mesmo tempo que falam em férias escolares, dando sugestões de onde ocupar os pimpolhos, falam também sobre IPVA, IPTU e material escolar. Sempre a mesma lenga-lenga.
Depois vem o Carnaval, e só se fala nesse assunto, diuturnamente. Mostram inúmeros carros descendo para o litoral, porque ficou estabelecido, sabe Deus por quem, que Carnaval é para ser curtido na praia. Desfiles, fofocas sobre as rainhas de bateria e suas infantilidades. Quantos mililitros de silicone as musas colocaram. Quanto malharam. Com quem estão namorando. Haja saco. A música então, só samba-enredo de manhã até a noite. Um porrilhão de surdos e cuícas massacrando diretamente os nossos pobres tímpanos.
Após o Carnaval, o assunto passa a ser o início das aulas e o aumento do trânsito já caótico, devido às mamães que insistem em parar em fila dupla na frente dos colégios dos rebentos.
Fala-se também dos trotes aplicados aos calouros nas faculdades e das eventuais atrocidades que essa prática costuma trazer todos os anos.
Abril, mês da Semana Santa. E a mídia já começa a insuflar a população para as viagens ao interior. Assim como o Carnaval tem que ser curtido na praia, a Semana Santa deve ser aproveitada no interior. É outra regra que assola o nosso inconsciente coletivo.
Por que o cara não pode curtir o Carnaval no campo ou na montanha e a Semana Santa na praia? Onde está escrito que essa norma não pode ser subvertida? Eu, particularmente, todas as vezes em que inverti os roteiros pré-programados pela massificação onipresente, me dei extremamente bem, ficando em lugares tranquilos e menos badalados.
E assim passa o ano: Dias das mães, férias de julho, dias dos pais, dias das crianças... e, finalmente, o auge da mesmice e do comportamento clônico: Natal e Ano Novo. Aí é que o caldo entorna de vez. Graças a Deus, passamos por esse período recentemente e vai demorar um pouco para chegar novamente.
Aí sim, a micaiada amestrada se lambuza de tanto fazer a mesma coisa junta e igual, exatamente ao mesmo tempo.
Todo mundo se fodendo junto nos centros de compras, sejam shoppings chiquérrimos e metidos à besta, ou os centros populares de varejo, como a 25 de Março em São Paulo, ou o Sahara no Rio de Janeiro.
A desinteligência coletiva é tanta, que todo o ano, passado o Natal, as lojas ficam às moscas, com liquidações de até 70% de desconto. Mas isso, só alguns poucos pensantes e autênticos conseguem vislumbrar e aproveitar. Para eles, tiro o meu chapéu.
E também, e principalmente, nesse período, a ditadura comportamental assola a todos.
O Natal DEVE ser passado em família, em volta do peru e próximo à árvore de Natal.
O Ano Novo DEVE ser passado na praia, de branco, pulando sete ondinhas e comendo romã. Claro que depois de suportar as 10 horas de tráfego pesado e engarrafamento, para só então poder pisar na areia suja e contaminada.
Não sou contra a alegria, contra as viagens e muito menos contra as deliciosas reuniões familiares. Não sou contra dar presentes a quem amamos ou admiramos. Muito pelo contrário.
Sou contra, isso sim, o fato de sermos impingidos a fazer isso sempre que o patrão mandar.
Não sou contra a música. Por sinal, adoro música. Mas precisa ser a música que eu escolhi para curtir. Não aquela que toca à exaustão nas rádios e na TV.
Curto tudo que há de bom na vida, mas deve ser tudo aquilo que represente algo de bom para mim, para minha família e para a sociedade em geral. Não o que nos empurram goela abaixo durante o ano todo.
Acho que só a educação séria e comprometida das nossas crianças pode fazer com que, no futuro, passemos a ter mais cidadãos pensantes, atuantes e questionadores. Que não engulam, sem avaliar ou cogitar, todo o lixo e todas as regras de comportamento que nos são delicada e discretamente impostas.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Cabeça em manutenção
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Aí vai o meu cestão de Natal para vocês
Muito embora sejamos bombardeados por infinitas necessidades criadas para nós a todo o momento, e muitos achem que não podem viver sem tais novidades, sejam lá quais forem, isso é pura ilusão. Nada na vida é importante sem saúde. Como dizia o bordão, saúde é o que interessa... o resto não tem pressa! quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Programa Hipocrisia Zero
Um dos meus lemas neste blog é a busca incessante e insana pela hipocrisia zero. No entanto, muitos podem não compreender exatamente o que este doidivanas que vos fala pretende com esse inalcançável objetivo. Uma vez que é sabidamente inalcançável, para que se desgastar com essa luta inglória?Vou procurar esclarecer. É claro que, adulto e vivido que sou, sei que jamais iremos deixar de conviver com a hipocrisia neste mundo em que por hora habitamos.
Sei que muitos vão dizer que a hipocrisia é inerente ao ser humano. Que faz parte da vida moderna. Que sem uma boa dose de hipocrisia não se vive, etc. etc.
Apesar de saber e vivenciar tudo isso, sou um cara chato, que, paradoxalmente, na medida em que foi envelhecendo, foi ficando com a tolerância cada vez mais baixa para a mentira e a desfaçatez humana.
Por tudo isso, acredito fortemente que temos condições, sim, de reduzir as emissões de hipocrisia no nosso meio ambiente.
Eu nem falo de política, meio em que a hipocrisia nada de braçada e já começa a se estabelecer (pasmem!) como o padrão de conduta aceitável e esperado de todos os políticos.
É lamentável chegarmos à conclusão de que elegemos os políticos para que - no mínimo e na melhor das hipóteses – venham a enganar e iludir todo o seu eleitorado.
No dia a dia, temos visto, presenciado e sofrido muito com as doses cavalares de hipocrisia que andam por aí. O puxa-saquismo desenfreado. A ultra-valorização das pessoas, empresas e instituições que detêm o poder econômico e político nos seus respectivos campos de atuação. A bajulação desmedida daqueles que supostamente - nesse nosso mundo tão equivocado – valem ou representam mais que os outros.
Não vejo, sinceramente, nenhum sentido em colocarmos seres humanos em patamares diferentes de importância, por mais que isso seja a moeda corrente que nos impinjam hoje em dia. Nada, no meu entender, justifica que uma pessoa seja tratada ou tenha mais privilégios do que outra.
Luto, isto sim, para que todos, absolutamente todos, sejam tratados com respeito e civilidade, independentemente da posição que estejam ocupando em nossa sociedade.
Entendo que a verdade, a sinceridade e o respeito mútuo devam pautar toda e qualquer relação em que estejamos envolvidos, seja ela sentimental, profissional, familiar, comercial e, claro, por último, mas não menos importante, no exercício da nossa cada vez mais combalida cidadania.
Apesar de ingênua, e admito isso, a minha luta também é para que tenhamos cada vez mais relações e contatos em que a mentira, a desfaçatez e a falsidade deixem de pairar, onipresentes. Que tenhamos o direito de não gostarmos e de não termos afeição por determinadas pessoas, mas que isso possa ser colocado e vivido, sem maiores traumas, e que apesar das antipatias e reservas, mantenhamos relacionamentos justos e imparciais com elas.
Acho lindas as manifestações de carinho e apreço pelos amigos de verdade. Porém, considero que as homenagens devam ser sempre verdadeiras e sinceras. Jamais vocês me verão elogiando ou enaltecendo pessoas a quem não julgo verdadeiramente merecedoras de tais honras. Os meus grandes amigos e ídolos trato com carinho, respeito, justiça, amor e amizade. Os meus colegas e pessoas menos queridas, trato com respeito e justiça. Simples assim.
Tenho certeza de que todos viveremos infinitamente melhor num mundo menos hipócrita e mais sincero. Precisamos resgatar as crianças que temos dentro de nós. Elas são mestras na arte de viver com verdade e sem hipocrisia.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Quero dar panetones para todos!
Como sou muito tímido e reservado, não vou querer alardear as minhas intenções para ninguém! Vou embolsar tudo o que puder em nome de uma causa nobre e digna: repartir o santo panetone de final de ano. sábado, 21 de novembro de 2009
A total dependência do automóvel
Estaríamos todos condenados a viver todos os dias as agruras e sofrimentos causados pelo desumano e insuportável trânsito das grandes cidades?