sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Homem-Carro e outros heróis do nosso tempo
quinta-feira, 7 de julho de 2011
O escriturário enxerido
Com a atual avalanche de informações e fontes na web, até o enxerido escriturário se arvora a dar pitacos nos mais variados assuntos e temas cotidianos.
Sua formação profissional não é exatamente na área da comunicação, mas, de qualquer forma, quer participar da aldeia global de informações que se estabeleceu no mundo e encurtou distâncias.
O enxerido quer fazer valer a sua opinião e o seu ponto de vista. Usa os blogs e o Twitter para postar sobre os mais variados temas, achando que alguém talvez possa achar interessante aquela ideia jogada repentinamente na infomaré de Gilberto Gil.
Mas a infomaré já está tomando jeito de tsunami, tamanha a quantidade de informações, ideias e besteiras (essas, talvez, mais do que tudo) que vem engrossando suas águas.
As pessoas mais postam do que lêem. A maioria quer ser ouvida, mas já não se preocupa tanto em saber o que os outros pensam.
No Twitter, há uma competição, já não tão velada assim, para saber quem tem mais seguidores. Como se apenas o número de seguidores, por si só, já conferisse o status de autoridade da web a esse tuiteiro.
Eventualmente, na minoria dos casos, surge uma discussão construtiva e producente no Twitter. Na maioria das vezes, as postagens se resumem a banalidades e frivolidades do cotidiano das pessoas, que, em tese, pouco deveriam interessar a terceiros.
No entanto, quando essas informações fúteis são postadas por celebridades, costumam causar muita repercussão, mesmo que o tema abordado não tenha nenhuma relevância ou importância.
Por outro lado, importantes jornais e veículos de comunicação estão, cada vez mais, sendo caixa de ressonância de muitas dessas banalidades postadas na internet. É como se a comunicação tivesse sido nivelada por baixo. Até os órgãos que um dia foram respeitados pela austeridade, hoje cedem espaços cada vez mais generosos de suas páginas às frivolidades.
É claro que, com isso, deixam de abordar assuntos e temas de real interesse da sociedade. Mas quem vai se preocupar com coisas importantes como educação, cidadania, saúde, moradia, reforma agrária, se há tantas notícias leves e factoides pululando todos os dias?
É por isso que o enxerido lá do começo, que, como todo tuiteiro e blogueiro sem prestígio tem menos seguidores do que seguidos, continua metendo o bedelho aonde não é chamado, nem querido.
O enxerido não é jornalista, não é crítico, não é da mídia, não é artista, mas tem opinião própria e quer expressá-la, mesmo que ninguém dê a menor importância.
Escriturário que é, esperam dele apenas ações e providências administrativas, o que já foi abordado anteriormente neste blog. Para maiores detalhes de sua rotina, basta se enroscar nesta curva de rio aqui.
E assim segue o enxerido escriturário na sua faina diária, metendo a colher de pau nos assuntos mundanos e alheios, mesmo que não receba nada por isso, muito pelo contrário.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Twittando asneiras
Como tudo na vida, o Twitter também precisaria ser usado com parcimônia e bom senso. Mas, claro, bom senso não é um artigo muito abundante na praça. Aliás, anda bastante escasso nos dias que correm. Nessa toada, segue o bombardeio de frases incompreensíveis e absurdos postados a esmo! É uma verdadeira saraivada de informações inúteis, diálogos "tronchos" e repetitivos. Piores ainda são os "retweets", quando o "twitteiro" não tem sequer condições de criar suas próprias besteiras, e se vale das "ideias" alheias - muitas vezes também já estapafúrdias na origem - para poluir a rede. Atenção: Por favor, não confundam "xaropices" com bom humor! Não sou nada contra as tiradas e sacadas bem-humoradas, até porque são provas incontestes de inteligência e perspicácia dos seus autores. Mas é lamentável que um meio de comunicação tão poderoso seja utilizado com tanta intensidade apenas para a propagação de "pensamentos vazios" e "informações" que não trazem nada de útil às pessoas em geral. Deveríamos, isso sim, lutar para que o Twitter fosse usado como instrumento de troca de ideias e informações dotadas de conteúdo útil, que servissem à conscientização e organização das pessoas em torno dos muitos temas relevantes em pauta hoje em dia. Tenho certeza, e vejo muitos casos em que pessoas utilizam essa ferramenta para discutir e falar sobre temas mais sérios. Contudo, essas discussões mais profícuas ficam relegadas ao segundo plano. Infelizmente, a grande maioria vê as ferramentas de interação virtual apenas como um canal para lançar ao mundo toda e qualquer bobagem que lhe passe pela cabeça. E o pior, se a pessoa que dispara a asneira na rede tem algum respaldo popular - é "artista" ou "celebridade instantânea" - aí sim é que obtém uma enormidade de respostas e comentários. Ou seja, a asneira é elevada à enésima potência, como se fosse algo importante e digno de atenção. Outro ponto espantoso é o número de seguidores que essas ditas celebridades alcançam no Twitter. Chovem puxa-sacos aos twitteiros renomados, ainda que postem apenas boçalidades, fofocas e coisas que não interessam efetivamente a ninguém. É tão comum nos depararmos com postagens que informam o horário em que a pessoa foi dormir. Ou então, aquilo que a pessoa comeu na hora do almoço. Ou ainda que passou horas no salão de beleza! Francamente, o mundo precisa de assuntos muito mais importantes sendo discutidos na rede do que a cor da cueca de qualquer zé-mané! 