Às vezes, em certas situações, dá vontade de radicalizar. Já que não vai por bem, na educação, então que seja por mal, na base da grotesquice. O importante é que a mensagem seja passada.
Vi recentemente, em dois programas de televisão diferentes, algumas atitudes estapafúrdias à primeira vista, mas que depois, pensando bem, talvez surtissem algum efeito a médio e longo prazo.
Na primeira, um personagem chamado Ninja, investia abruptamente contra os motoristas que dirigiam ao celular, arrancava os aparelhos de suas mãos e os explodia (ou fingia que explodia) jogando-os ao chão. As “vítimas” ficavam enfurecidas e algumas delas até abandonavam os veículos para pegar o “agressor”. Era uma situação, no mínimo, muito engraçada de se assistir, pois o número de panacas que falam ao celular enquanto dirigem é uma enormidade. E, por conta desse péssimo hábito, ilegal por sinal, além de acidentes, haja desatenção e fechadas nos outros veículos e falta de cuidado e descaso com os pedestres.
Em outro programa, outra idéia parecida mostrava um super-herói ecológico que, juntamente com seu menino-prodígio, atacava as pessoas que praticavam atos grotescos e anti-ecológicos, tais como jogar lixo na rua, derrubar árvores, gastar água lavando o carro com mangueira, deixar a torneira aberta ao fazer a barba e outras atitudes freqüentes nas vidas dos without-notion.
Em tais casos, nossos heróis partiriam para a ignorância e dariam umas bolachas nos incautos folgados. Se o cara jogasse o lixo pela janela do carro, eles pegariam um balde de lixo e jogariam para dentro do veículo, em cima da cabeça do sujismundo. Quem com ferro fere, com ferro será ferido. Lei de Talião, olho por olho, dente por dente.
Outra situação em que a patrulha de super-heróis poderia agir seria aquela em que algum espertinho tentasse furar uma fila. O cara seria jogado à força e sem qualquer cerimônia para o final da fila, onde deveria ter entrado desde o começo.
Também contra aqueles motoristas espertos que utilizam os corredores exclusivos de ônibus nas avenidas ou os acostamentos nas estradas para levar vantagem sobre os outros carros. Nesses casos, os engraçadinhos poderiam ser jogados pelos nossos heróis para fora da estrada ou da avenida, para aprenderem a respeitar os outros e as sinalizações e regulamentos.
Os espaçosos - que nos transportes públicos utilizam indevidamente os assentos reservados para idosos, deficientes e gestantes - também seriam gentilmente compelidos a liberar tais lugares para quem deles realmente precisasse.
Pessoas que andam descuidadas com seus animaizinhos de estimação, os quais vão emporcalhando as calçadas por onde passam, também seriam delicadamente lembradas e convidadas a limpar a sujeira dos seus bichinhos.
Todos aqueles que vêem as ruas como extensão da lata de lixo de suas casas, seriam sutilmente orientados a recolher o lixo recém lançado ao chão para que o arremessassem nos cestos e lixeiras apropriados para esse fim. Eventualmente, como medida educativa complementar, também eles seriam lançados aos cestos de lixo por nossos gentis heróis.
Para aqueles imbecis que por diversos motivos se colocam acima do bem e do mal e discriminam ou tratam as pessoas de maneira diferenciada, dependendo da sua origem ou aparência, as bordoadas viriam céleres, antes mesmo que eles se dessem conta de onde estariam vindo. Aprenderiam rapidamente como tratar igual e respeitosamente a todos os cidadãos, sem distinção.
Em relação à corrupção, falta de decoro parlamentar e prevaricações em geral, nem se fala,
nossos heróis já chegariam metendo porradas a torto e a direito, não dando nem chance aos malandros para começarem com aquelas costumeiras justificativas cheias de milongas.
Pode não ser o ideal, nem politicamente correto, mas se existisse um Big Brother sempre atento a todas as formas de mesquinharia, estupidez e falta de consciência humanas, e que as corrigisse na base dos catiripapos e safanões, talvez melhorássemos rápida e eficazmente os níveis de consciência dos cidadãos brasileiros. Desculpem o desabafo, mas às vezes me dá um desencanto e sinto que por bem nunca chegaremos lá.
Vi recentemente, em dois programas de televisão diferentes, algumas atitudes estapafúrdias à primeira vista, mas que depois, pensando bem, talvez surtissem algum efeito a médio e longo prazo.
Na primeira, um personagem chamado Ninja, investia abruptamente contra os motoristas que dirigiam ao celular, arrancava os aparelhos de suas mãos e os explodia (ou fingia que explodia) jogando-os ao chão. As “vítimas” ficavam enfurecidas e algumas delas até abandonavam os veículos para pegar o “agressor”. Era uma situação, no mínimo, muito engraçada de se assistir, pois o número de panacas que falam ao celular enquanto dirigem é uma enormidade. E, por conta desse péssimo hábito, ilegal por sinal, além de acidentes, haja desatenção e fechadas nos outros veículos e falta de cuidado e descaso com os pedestres.
Em outro programa, outra idéia parecida mostrava um super-herói ecológico que, juntamente com seu menino-prodígio, atacava as pessoas que praticavam atos grotescos e anti-ecológicos, tais como jogar lixo na rua, derrubar árvores, gastar água lavando o carro com mangueira, deixar a torneira aberta ao fazer a barba e outras atitudes freqüentes nas vidas dos without-notion.
Em tais casos, nossos heróis partiriam para a ignorância e dariam umas bolachas nos incautos folgados. Se o cara jogasse o lixo pela janela do carro, eles pegariam um balde de lixo e jogariam para dentro do veículo, em cima da cabeça do sujismundo. Quem com ferro fere, com ferro será ferido. Lei de Talião, olho por olho, dente por dente.
Outra situação em que a patrulha de super-heróis poderia agir seria aquela em que algum espertinho tentasse furar uma fila. O cara seria jogado à força e sem qualquer cerimônia para o final da fila, onde deveria ter entrado desde o começo.
Também contra aqueles motoristas espertos que utilizam os corredores exclusivos de ônibus nas avenidas ou os acostamentos nas estradas para levar vantagem sobre os outros carros. Nesses casos, os engraçadinhos poderiam ser jogados pelos nossos heróis para fora da estrada ou da avenida, para aprenderem a respeitar os outros e as sinalizações e regulamentos.
Os espaçosos - que nos transportes públicos utilizam indevidamente os assentos reservados para idosos, deficientes e gestantes - também seriam gentilmente compelidos a liberar tais lugares para quem deles realmente precisasse.
Pessoas que andam descuidadas com seus animaizinhos de estimação, os quais vão emporcalhando as calçadas por onde passam, também seriam delicadamente lembradas e convidadas a limpar a sujeira dos seus bichinhos.
Todos aqueles que vêem as ruas como extensão da lata de lixo de suas casas, seriam sutilmente orientados a recolher o lixo recém lançado ao chão para que o arremessassem nos cestos e lixeiras apropriados para esse fim. Eventualmente, como medida educativa complementar, também eles seriam lançados aos cestos de lixo por nossos gentis heróis.
Para aqueles imbecis que por diversos motivos se colocam acima do bem e do mal e discriminam ou tratam as pessoas de maneira diferenciada, dependendo da sua origem ou aparência, as bordoadas viriam céleres, antes mesmo que eles se dessem conta de onde estariam vindo. Aprenderiam rapidamente como tratar igual e respeitosamente a todos os cidadãos, sem distinção.
Em relação à corrupção, falta de decoro parlamentar e prevaricações em geral, nem se fala,
nossos heróis já chegariam metendo porradas a torto e a direito, não dando nem chance aos malandros para começarem com aquelas costumeiras justificativas cheias de milongas.
Pode não ser o ideal, nem politicamente correto, mas se existisse um Big Brother sempre atento a todas as formas de mesquinharia, estupidez e falta de consciência humanas, e que as corrigisse na base dos catiripapos e safanões, talvez melhorássemos rápida e eficazmente os níveis de consciência dos cidadãos brasileiros. Desculpem o desabafo, mas às vezes me dá um desencanto e sinto que por bem nunca chegaremos lá.