segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Dos tempos do politicamente incorreto
sábado, 31 de outubro de 2009
Tráfico X Consumo
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Sifu Cards - Você não precisa deles
O Sifu Card preenche todas as necessidades que ele mesmo criou para você. O Sifu Card permite que você parcele as aquisições de coisas de que talvez nem precise em até 48 vezes, mas, claro, com juros exorbitantes, que irão deixá-lo endividado por um longo período. Com certeza, por muito mais tempo do que vai durar aquele bem que o Sifu Card está gentilmente financiando para você neste momento.
As ofertas tentadoras para o endividamento e total enforcamento do consumidor chegam pelo correio, pelo telefone, pela Internet e pela televisão. O cidadão está sempre às voltas com ofertas imperdíveis de bancos, créditos consignados, cartões de crédito, telefonia celular, serviços de banda larga e TV a cabo, além dos supercrediários dos magazines, supermercados e lojas de departamentos.
Quando avançam como aves de rapina sobre os parcos rendimentos dos aposentados do INSS, chega a ser um crime, que deveria ser previsto no código penal. Cadeia para esses salafrários que se valem da ingenuidade dos idosos para metê-los em enrascadas financeiras e abocanhar a sua modesta renda.
São tantas e tão bondosas as ofertas, que a maioria das pessoas sucumbe a tantos apelos comerciais. Os bancos vivem mandando presentes de grego para os correntistas. São supercartões, com múltiplas capacidades e facilidades. No entanto, só não deixam claro que aqueles cartões passarão a valer automaticamente caso o incauto “beneficiário” não tome a providência de se manifestar expressamente de que não deseja mais aquela “enorme benesse” em sua já complicada vida financeira, normalmente já repleta de bolas-de-neve de dívidas e juros que só fazem crescer.
Ou seja, os bancos oferecem produtos que só vão onerar ainda mais o cliente, fazendo-o pagar anuidades e taxas, tudo em troca de uma suposta facilidade para obtenção de mais crediários e parcelamentos.
Na verdade, os Sifu Cards e os bancos não estão nem aí para a saúde financeira, nem para atender as verdadeiras necessidades de alguém. Eles querem é que você se enrole todo com eles, para depois fazer acordos de parcelamento de dívidas, que sempre saem muito caros para o usuário usurpado.
Outro capítulo à parte das necessidades criadas pelo mercado são as empresas de telefonia móvel e suas ofertas espetaculares. Às vezes, tenho a impressão, dadas as muitas possibilidades de ganhos propostos por elas aos usuários, que hoje em dia basta adquirir um celular para a sua vida mudar completamente. São bônus intermináveis, minutos livres para falar, números livres, prêmios como carros, casas e até boladas de dinheiro. Ou seja, a aquisição de um celular resolve por completo a vida do comprador.
Empresas como a Morto, a Ai, a Escuro e a Toim oferecem tudo de bom aos seus clientes. São tão boas, que fica realmente difícil escolher entre uma dessas operadoras. Por isso que já existe muita gente com vários celulares, de múltiplas operadoras. Assim não perdem nenhuma das suas generosas promoções.

Eu, particularmente, só sei que os créditos do meu celular acabam num piscar de olhos. Jamais me senti levando algum tipo de vantagem nesse serviço. Devemos sempre desconfiar das esmolas boas demais. Até os santos desconfiam. Além do mais, existe um ditado econômico que afirma que não existe almoço grátis. Alguém sempre paga por ele. E por tantas promoções imperdíveis da telefonia móvel, quem será que paga? Tenho certeza de que não são as próprias operadoras.
As promoções de TV por assinatura e banda larga também são grandes enrascadas na maioria das vezes. A NOT TOMBO é a principal delas. Chamo de NOT porque só sabe dizer não aos nossos pedidos. Depois que assinamos o contrato, é um nabo atrás do outro, ou melhor, um tombo atrás do outro. É por isso que acabo de rescindir o meu contrato com essa empresa.
Estamos vivendo na selva do mercado. Querem nos empurrar de tudo. E de muitas dessas coisas nós nem precisamos.
E para um povo tão despreparado como o brasileiro, fica difícil resistir a todas essas “vantagens” da vida moderna. E haja orçamento estourado no final do mês e uso indiscriminado do limite do cheque especial.
Não é isso, definitivamente, que eu entendo por felicidade. Precisamos urgentemente reciclar as nossas atitudes consumistas e imediatistas. E eu não quero fazer o discurso tão batido ultimamente de salvação do planeta. Para mim, antes do planeta, precisamos salvar os cidadãos dessas “necessidades adquiridas na Sessão da Tarde”, como canta com tanta propriedade a Nação Zumbi.
Para vocês que conhecem pessoas endividadas, atoladas até o pescoço, e sem forças para sair dessa ciranda financeira destrutiva, dou a dica para que procurem os “Devedores Anônimos” em suas cidades. É uma irmandade nos moldes dos “Alcoólicos Anônimos”, que procura dar apoio e orientação para que os consumistas e devedores compulsivos saiam das dívidas e tornem mais saudáveis as suas vidas financeiras.
Todos nós podemos viver felizes sem tantos Sifu Cards. Cartão de crédito e débito deve apenas ser uma ferramenta que nos auxilie em nossas vidas corridas. E bastam poucos. Só precisamos refletir mais sobre isso. E divulgar isso.
PS: Post inspirado, entre outras coisas, pelo belo filme “Antes de Partir”, no qual Jack Nicholson e Morgan Freeman dão um show e nos mostram o que é realmente importante na vida.
Inspirado também na divertida animação “Wall-E”, que assisti com minha filha neste dia das crianças. É um filme que a maioria dos adultos precisa assistir, urgentemente.
domingo, 4 de outubro de 2009
Eu, eu mesmo, muitos anos depois
terça-feira, 22 de setembro de 2009
A número um do Mundo
Há alguns dias, houve uma partida amistosa para a apresentação do novo time feminino do Santos. Claro que a estrela era Marta. Milhares de pessoas foram até o local para prestigiá-la, bem como para assistir suas jogadas e lances geniais.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009
A televisão me deixou burro demais!

Por falar em nonsense, por estes dias vi uma reportagem no famigerado JN, em que as pessoas de alto poder aquisitivo reclamavam do dinheiro que são obrigadas a gastar com o estacionamento dos “seus veículos”. Um empresário contabilizava, chateado e meditabundo, que chega a desembolsar R$ 350,00 por mês para estacionar “os carros” da família! Foi uma notícia tão triste e chocante, que eu mesmo nem consegui dormir à noite. Acho que o governo deveria instituir o Vale-Estacionamento, para auxiliar os proprietários de mais de um veículo que porventura não tenham condições de arcar com tais despesas!
Faça-me o favor! Deve estar faltando pauta para o pessoal do JN. Não é possível! Com tantas mazelas e miséria em nosso país, os caras tem tempo de se preocupar com os gastos dos bem-nascidos com seus possantes. Vão todos se catar!
Este Brasil parece estar de ponta-cabeça mesmo. Basta ligar a TV para ser bombardeado por notícias inacreditáveis. Pedofilia, corrupção, assassinatos, tráfico de drogas, desvio de dinheiro público... Talvez fosse melhor ficarmos sem nenhum acesso à informação. Mas como? A informação instantânea nos persegue em qualquer lugar em que estejamos.

Sei que muitos vão dizer que existe o controle-remoto, que o telespectador é o senhor das suas escolhas. Seria verdade, se os canais, mesmo os da TV à cabo, não fossem, todos eles, muito parecidos em suas programações.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Decálogo do cartão vermelho

1) Motoristas idiotas (A maioria, infelizmente): Se acham donos das ruas e não respeitam pedestres, motoqueiros, ciclistas, nem os outros motoristas. Buzinam a qualquer pretexto, principalmente quando faz apenas um segundo que o semáforo ficou verde, não concedendo sequer o tempo de reação ao estímulo visual para o incauto motorista da frente. É muito stress e muita imbecilidade juntos!
2) Xuxa: Não é atriz, não é cantora, não é apresentadora. Mesmo assim, está há mais de vinte anos detonando a cabeça das pobres crianças brasileiras com as suas imbecilidades. Inúmeros desserviços prestados à infância brasileira.
3) Rede Globo: Está sempre ao lado dos governantes, sejam eles quem forem, há mais de quarenta anos. Contribuiu muito, nessas quatro décadas, para a alienação e imbecilização do povo brasileiro.
4) Eleitores brasileiros: Não tem qualquer discernimento na hora de escolher seus representantes e depois ficam reclamando que os políticos são todos safados. Como se os políticos não fossem o espelho da sociedade que os elegeu!
5) Paulo Coelho: Meu Deus!?!? O que as pessoas vêem nesse sujeito? Quem souber, por favor, me explique.
6) Daslu (E estabelecimentos congêneres): Templos do luxo e da ostentação num país de miseráveis. E ainda por cima, à custa de sonegação de impostos.
7) Funk, axé, pagode, breganejo, forró industrial e pop emo: Pega tudo isso, junta tudo e joga na lata do lixo! Faça-me o favor, isso não é música (?) que um ser pensante mereça ouvir.
8) Desrespeito, preconceito e discriminação: Sejam por quais motivos forem!
9) Para todos os idiotas que se arvoram a fazer a infeliz pergunta: Sabe com quem está falando?
10) Para todas as pessoas idiotas que, por algum motivo, em algum momento, em alguma situação, venham a se considerar melhores que as outras.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Robozinho valente irá monitorar o cocô do Rio Tietê
São públicos e notórios os altíssimos níveis de
poluição do Rio Tietê, pelo menos na parte que corta a grande São Paulo, causados principalmente pelos esgotos e dejetos industriais lançados sem o menor cuidado nas suas águas. Parafraseando jornadas famosas, concluímos que essa tresloucada expedição será uma autêntica viagem ao fundo da merda.Nos primeiros dias, o robozinho irá navegar por águas mais limpas, próximas da nascente do Tietê. O bicho vai pegar na medida em que ele for se aproximando da capital. Nem sei se alguns trechos ainda são navegáveis, dada a densidade de suas águas marrons. Talvez o aparato venha a encalhar em alguns pontos das águas embosteadas do rio.
O que me espanta é o ar de desbravadores do rio que os apresentadores dos telejornais da emissora têm adotado. O entusiasmo e a alegria com que noticiam os avanços do projeto, que, ao menos em tese terá duração de um mês. Isso, se o sofisticado equipamento não vier a se desintegrar nas ácidas águas em que irá navegar.
Outro ponto em que os globais dão muita ênfase é o envio de imagens a serem coletadas durante a empreitada. Não consigo deixar de imaginar as belas imagens a serem fotografadas, e transmitidas em tempo real, no período crítico, quando o flutuador estiver navegando quilômetros e quilômetros literalmente na merda.
Quanto à vida nesse trecho do rio, só vejo a possibilidade de encontrarem uma única espécie, cuja resistência é descomunal, são os famosos peixes de origem nipônica, os toroços. Esses deverão ser muito fotografados pelo heróico robozinho.
É importante lembrar, que a engenhoca será sempre pajeada por um atleta do remo, a quem eu sinceramente desejo toda a sorte do mundo, tendo em vista os caminhos pútridos nos quais irá se aventurar.
No final das contas, ao fim da penosa viagem, teremos um amplo painel dos níveis de merda existentes no Rio Tietê. Nunca nenhuma iniciativa foi tão desbravadora e corajosa. Durante anos a fio esperamos uma medida como essa, que pudesse comprovar cientificamente aquilo que os olhos e narizes dos paulistanos já conhecem de longe.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
O verdadeiro certificado de qualidade total no atendimento comercial
É muito válido que as empresas procurem atingir altos níveis de qualidade na produção, que venham a melhorar o seu desempenho no mercado e, principalmente, junto ao consumidor dos seus produtos, sejam eles quais forem.

No entanto, tais programas são cheios de etapas, de dinâmicas, de checagens, mas, em muitos casos, a qualidade final no atendimento ao público obtida não é satisfatória. Falo, principalmente, das empresas prestadoras de serviços, cujo objetivo maior e principal, no meu modesto entender, deveria ser a satisfação total do cliente.
Para mim, muitas dessas firulas empresariais, propostas pelas consultorias de qualidade, acabam sendo inócuas, apenas para inglês ver, tendo em vista que várias empresas submetidas a tais critérios e procedimentos continuam prestando serviços sofríveis aos seus clientes e fregueses.
Exemplifico mais claramente: Você vai a uma loja de departamentos. Aproxima-se da seção de seu interesse e percebe que os atendentes estão todos parados, mas ninguém se digna a atendê-lo. Após sua insistência, como se você estivesse pedindo um favor, o primeiro atendente abordado passa a “bola” para outro, gritando: “Atende ele aqui que eu estou ocupado!”
Para mim, esse tipo de atendimento desleixado e pouco comprometido com o cliente é totalmente inaceitável. Não sei como um comércio que não coloca o freguês acima de tudo pode prosperar nos dias atuais. É muito antigo o dito popular que afirma que “o cliente sempre tem razão”, porém, em poucas oportunidades temos sido atendidos com a atenção e o respeito devidos pelos funcionários e vendedores de toda a sorte de empresas e estabelecimentos comerciais.

Noto, na maioria dos casos, que os funcionários são uniformizados, são identificados, cumprem seus horários da melhor maneira possível, mas não são treinados para aquilo que seria o mais importante em qualquer relação, principalmente nas comerciais, o respeito e o entendimento de que nada do que ali é oferecido faz sentido se o cliente não ficar satisfeito com a prestação do serviço, ou com a aquisição do bem, dependendo do ramo de atividade em questão.
Deus nos livre também daqueles atendimentos robotizados e “gerundianos” hoje em dia tão em voga: Posso estar ajudando em alguma coisa, senhor?
Falta, como já disse, a perspectiva de que o freguês deve ser o centro das atenções em qualquer atividade comercial que o empresário ou comerciante se proponha a realizar.
Sobram comportamentos padronizados, que não levam a lugar nenhum, uma vez que o comércio e a prestação de serviço bem feitos são aqueles em que o cliente deixa o local da compra ou do atendimento com um sorriso de satisfação no rosto, prometendo voltar e indicar aos amigos.
Assim, proponho a criação do selo Rollinbunds de qualidade no atendimento. Para receber essa importante certificação, que é quase uma honraria, bastaria que o local condecorado fosse visitado (vistoriado) pelos nossos auditores (todos rollinbunds da melhor qualidade), e que tivessem espontaneamente prestado serviços de qualidade, com humanidade, civilidade e gentileza.
De nada adiantam treinamentos e padronizações empresariais, se não forem atingidas a espontaneidade e atenção totais nos atendimentos e a conseqüente satisfação total dos clientes.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Revolution Rock
Para mim, a maior finalidade a que o rock pode se prestar é à rebeldia com causa. Em muitos momentos e com muitos artistas, o rock foi genuinamente contestador e libertário. Em outros, sucumbiu totalmente ao mainstream e foi apenas mais um produto industrializado e pasteurizado pelas grandes corporações da música.

Sempre acreditei que os verdadeiros roqueiros quisessem realmente contribuir para que os parâmetros de felicidade e vida moderna fossem alterados sensivelmente. Tirando o lado porra-louca do rock, sempre o mais festejado, há por trás de muitos artistas a vontade férrea de ver o mundo transformado para melhor. Com mais liberdade de expressão, mas também com mais justiça e igualdade social.
Pelo menos, foi assim que sempre vi o rock. Sempre me recusei a acreditar que os roqueiros fossem doidões por serem doidões. Muitos deles, como o próprio Raul, foram verdadeiros profetas, além de pessoas altamente intuitivas e muito avançadas para os períodos em que viveram. Em muitos casos, ainda vivem. Muitos estão vivos e apresentando trabalhos muito interessantes. O verdadeiro rebelde com causa não morre nunca. Talvez seja mais um estereótipo da indústria pop, o de que só os jovens têm propensão à rebeldia. Acho dignificantes aquelas personalidades da música, das artes, das letras, ou de qualquer outro meio, que passados dos quarenta anos, ainda conservam a verve da contestação aos modelos, muitas vezes equivocados, impostos pela moderna sociedade. Pensar é para a vida toda, não é e não deve ser privilégio apenas dos mais novos. A experiência também deve contar muito. Haja vista os povos antigos, que tanto valor davam aos mais velhos e sábios.

Irrita-me os ditos amantes do rock, dados a se “fantasiar” de roqueiro em algumas ocasiões, mas que, no entanto, no cotidiano, na vida prática, se comportam como o pior tipo de pessoa que possa haver na face da Terra. Não respeitam o próximo. Não toleram as diferenças. Não contribuem para minimizar desigualdades. Não fazem nada, mesmo que apenas nos seus respectivos raios de ação, para diminuir a corrupção e o famigerado “jeitinho”. São roqueiros fakes.
Quando os Sex Pistols berraram a plenos pulmões contra a Monarquia e a sociedade inglesa da época, abriram precedentes, quebraram tabus. Tenho certeza que, mesmo envoltos na maior rebeldia possível, no fundo almejavam mudanças sociais concretas para a classe operária. A rebeldia dos punks tinha causa e razão de ser.

Não concebo toda a inspiração de John Lennon, Bob Marley, Bob Dylan, Jim Morrisson, Renato Russo, Kurt Cobain e Raul Seixas, entre muitos outros, serem relegadas a ficar apenas nos concertos e nas músicas. Acho que o que todos eles sempre almejaram em suas letras, em suas vidas, os ideais mais nobres e humanos possíveis. Tanto, que muitos até morreram por essa causa. Cabe a nós, seus admiradores, fazer pelo menos um pouquinho para que esses sonhos de liberdade, fraternidade e igualdade possam ser realmente alcançados na vida real. Como disse John Lennon: “Pense globalmente, aja localmente”.

Há muitas pequenas atitudes e ações que podemos ter em nossa correria diária, que muito podem contribuir para nos aproximarmos de um mundo mais humano e decente. Nem só de atos heróicos e transmitidos ao vivo vivem as revoluções. Elas acontecem também em nossas consciências, de maneira silenciosa e discreta. E é aí que valem mais.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Amizades vituais?
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Os fumantes de São Paulo levaram fumo!
A lei antifumo entra em vigor nesta sexta-feira (07/08/09) em todo o estado de São Paulo. Já não era sem tempo. Esperemos que pegue de primeira. Pela lei, é proibido fumar em quaisquer lugares fechados, públicos ou privados. Em caso de desobediência, o dono do estabelecimento é quem paga a multa e sofre as sanções. Dessa forma, os fumantes só poderão dar suas baforadas nas ruas e nos espaços abertos. Por mim, poderiam, todos eles, serem encaminhados para a casa do caralho! Lá só incomodariam uns aos outros e, como diz o ditado, chumbo trocado não dói. Talvez tenha faltado esse parágrafo na nova lei, o qual seria muito ilustrativo, uma vez que os fumantes vivem enchendo o saco, perguntando aonde poderão fumar agora. O local acima é, sem dúvida, o mais indicado para a reunião de todos eles.
Slogans idiotas e marcantes como " O fino que satisfaz" e "É preciso levar vantagem em tudo, certo?" ficaram gravados no imaginário popular, sendo que este último popularizou a "Lei de Gerson" em nosso país. Haja desserviços à nossa sociedade. Além de todos os males conhecidos, o cigarro ainda ajudou a reforçar a estúpida idéia do "jeitinho brasileiro".
Outro conceito sofrível que se propagou ao longo das décadas era o de que o cigarro tornava o fumante um indivíduo mais interessante e inteligente.
Com a restrição ao fumo, muita gente vai precisar de outras muletas para parecer interessante. Nos botecos, vão acabar aquelas poses blasés de muitos fumantes. Agora vão precisar mostrar mais conteúdo, em vez das caras e bocas que as tragadas proporcionam.
Quanto a nós, não-fumantes, só nos resta torcer muito para o sucesso da lei, para que possamos tomar o nosso choppinho tranquilamente, sem ter de sair dos bares empesteados e impregnados de fumaça até nos lugares em que o sol não bate.
Brincadeiras e radicalismos à parte, entendo que essa nova era só trará benefícios a todos, inclusive e principalmente, aos próprios fumantes.
Não sou adepto das medidas arbitrárias, mas, neste caso, sou obrigado a dizer que estou adorando as restrições. Agora, parece que a coisa vai. Me desculpem os amigos fumantes.